Cambará do Sul: descubra os segredos e roteiros imperdíveis na serra

Cambará do Sul é aquele destino da serra gaúcha que conquista de cara: cânions gigantes, friozinho gostoso e um clima de cidade pequena onde tudo parece caminhar mais devagar. Se você gosta de natureza, trilhas leves e vistas de tirar o fôlego, prepare-se, porque os cânions Itaimbezinho e Fortaleza vão mudar seu jeito de enxergar viagem pelo Brasil.

Neste guia, você vai entender o que fazer em Cambará do Sul, qual a melhor época para ir, quanto tempo ficar e, claro, onde se hospedar sem passar perrengue. A ideia aqui é te ajudar a montar um roteiro redondinho, com dicas simples e diretas, para você aproveitar cada minuto entre mirantes, chimarrão e aquele pôr do sol dourado na borda dos cânions.

Cambará do Sul: o que fazer, melhor época e quanto tempo ficar

Passeios imperdíveis pelos cânions e campos de cima da serra

Para entender Cambará do Sul, comece pelos gigantes de pedra. O Cânion Itaimbezinho, dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra, é o mais famoso. As trilhas do Cotovelo e do Vértice são tranquilas, bem demarcadas e rendem visuais impressionantes das paredes verticais e da vegetação de campos de altitude. Já o Cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, exige um pouco mais de deslocamento em estrada de chão, mas entrega mirantes amplos, sensação de imensidão e um silêncio cortado só pelo vento minuano.

Além dos cânions, valem muito os roteiros de cavalgadas nos campos de cima da serra, que passam por propriedades rurais e áreas de araucárias. Guias locais costumam contar causos de estância, histórias de tropeiros e curiosidades sobre a formação das fendas rochosas. Para quem prefere algo mais leve, passeios de carro por estradas secundárias levam a cachoeiras menores, rios cristalinos e paisagens com taquarinhas, macegas e gado pastando solto nas coxilhas.

Nos dias de clima firme, muita gente emenda um nascer do sol em mirantes naturais com um almoço campeiro em pousadas rurais ou restaurantes de beira de estrada, provando pinhão, entrevero e churrasco no espeto grosso. O turismo em Cambará do Sul gira justamente em torno dessas experiências ao ar livre, sempre muito ligadas ao relevo serrano e ao jeito simples do interior gaúcho.

Melhor época para ir e como planejar o tempo de estadia

O clima em Cambará do Sul é marcado pelo frio e pela instabilidade. Entre maio e agosto, as temperaturas caem bastante, com chance de geada forte e, em alguns anos, até neve. As paisagens ficam com aquele ar de inverno europeu e o chimarrão esquenta as mãos entre um mirante e outro. Em compensação, o vento é mais cortante e as trilhas podem ficar desconfortáveis para quem não está acostumado com o frio pesado.

Na primavera e no verão, entre outubro e março, os dias são mais longos e claros, favorecendo a vista dos cânions e o deslocamento por estrada de chão. É também quando aumentam as pancadas de chuva e a neblina, que às vezes fecha totalmente a visão: por isso, é comum os moradores recomendarem começar os passeios bem cedo, aproveitando a manhã, quando as chances de céu aberto são maiores.

Para um primeiro contato, três dias inteiros costumam ser o mínimo para conhecer Itaimbezinho, Fortaleza e ainda encaixar uma cavalgada ou visita a alguma propriedade rural. Quem gosta de caminhar com calma, fotografar e experimentar diferentes trilhas pode estender para quatro ou cinco dias, usando Cambará como base para explorar outras áreas dos parques e povoados vizinhos. Em viagens muito corridas, de apenas um fim de semana, o risco é pegar neblina justamente nos horários-chave e voltar para casa sem ter visto os cânions em toda a sua dimensão.

Onde ficar em Cambará do Sul: pousadas, hotéis e dicas práticas

Em que região se hospedar em Cambará do Sul

Ao escolher onde ficar em Cambará do Sul, o primeiro passo é decidir se você prefere estar no miolo urbano ou mais perto dos campos de altitude. Hospedar-se no centro da cidade facilita a vida de quem chega de ônibus ou pretende sair para jantar a pé, já que os restaurantes, mercados e farmácias se concentram em poucas ruas. Ali surgiram pequenos hotéis, pousadas simples e opções com calefação reforçada, pensadas para o frio cortante do inverno serrano.

Para quem quer dormir ouvindo o vento minuano passando pelas araucárias, as pousadas rurais espalhadas nos arredores são uma alternativa muito procurada. Muitas ficam em estradas de chão que levam em direção aos cânions Itaimbezinho e Fortaleza, oferecendo vista para campos ondulados e, às vezes, pequenos açudes. O deslocamento até o centro exige carro, mas em troca o hóspede ganha silêncio, céu estrelado e café da manhã com cuca, pão caseiro e chimarrão servido sem pressa.

Há ainda hospedagens em áreas mais isoladas, próximas a porteiras e estâncias da região. Nesses cantos de serra, algumas propriedades funcionam como guest houses, com poucos quartos e atendimento feito pelos próprios donos. É um tipo de estadia que combina bem com quem quer desacelerar e usar Cambará como refúgio, não apenas como base para bater ponto nos mirantes.

Tipos de pousadas, conforto térmico e estrutura

O clima de Cambará do Sul pede atenção especial ao aquecimento. Antes de reservar, vale confirmar se o quarto conta com lareira, calefação, ar-condicionado quente ou, no mínimo, bons cobertores. Em muitas pousadas, o fogo na lareira é aceso no fim da tarde, e o ambiente coletivo vira ponto de encontro para tomar vinho ou um café passado na hora, enquanto o frio toma conta das coxilhas lá fora.

No centro, surgiram hotéis com estrutura mais moderna, alguns com quartos amplos, estacionamento coberto e recepção 24 horas. Já nas pousadas de charme, comuns nos arredores, o foco recai na experiência: chalés de madeira, banheiras de imersão, decks com vista para o horizonte serrano e até ofurôs externos em meio ao campo. Em dias de neblina forte, quando os cânions desaparecem, muitas pessoas acabam curtindo esse lado mais aconchegante da hospedagem.

Quem viaja em grupo grande, com família ou amigos, pode considerar casas e cabanas inteiras disponibilizadas para temporada. Em geral, oferecem cozinha equipada, churrasqueira e espaço para estacionar mais de um carro, algo útil para quem pretende explorar as estradas de terra da região dos Aparados da Serra sem pressa.

Dicas práticas para reservar e circular pela região

Como o número de leitos em Cambará do Sul ainda é limitado para alguns feriados prolongados, é prudente reservar com antecedência, especialmente para julho, agosto e períodos de possibilidade de neve. Em fins de semana comuns, costuma haver mais flexibilidade, mas as opções com melhor localização e estrutura de aquecimento se esgotam primeiro.

Se a ideia é sair cedo rumo aos cânions, procure acomodações com café da manhã servido a partir das 6h30 ou 7h. Muitos passeios são feitos por estradas de chão batido, e a condição delas muda com a chuva; por isso, pousadas e hotéis que mantêm boa comunicação via WhatsApp ajudam o visitante a se organizar. Moradores e recepcionistas costumam ter informação fresca sobre trechos mais esburacados, necessidade de carro alto e horários em que a neblina costuma baixar.

Por fim, lembre-se de que a cidade é pequena e não conta com grande oferta de táxis ou aplicativos. Estar de carro próprio ou alugado facilita muito, sobretudo se você optar por se hospedar em áreas rurais. Se depender de transporte contratado, prefira ficar mais próximo da avenida principal, onde se concentram os serviços e de onde partem boa parte dos passeios guiados para os parques nacionais da região.

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