Osório: descubra os segredos, histórias e passeios imperdíveis na cidade

Osório, turismo em Osório, história de Osório e o que fazer em Osório são buscas cada vez mais comuns de quem está planejando conhecer o litoral norte do Rio Grande do Sul. A cidade mistura mar, morros e muito vento — cenário perfeito para viajantes que gostam de natureza, trilhas leves e aquele clima de interior com cara de praia.

Neste guia prático, você vai entender como a história de Osório ajudou a formar a cultura local e por que o município se tornou um ponto estratégico na rota entre Porto Alegre e o litoral. Depois, vamos passar pelas principais atrações, com foco em turismo, natureza e experiências locais, para você montar um roteiro redondo, seja para um bate-volta ou um fim de semana prolongado.

História de Osório e curiosidades que poucos conhecem

Do Passo de Osório ao cartão-postal do Litoral Norte

Antes de ser conhecida pelos aerogeradores no horizonte, Osório já era ponto de passagem inevitável. No século XIX, a região funcionava como corredor entre a serra e o mar, com tropas de gado cruzando campos encharcados, banhados e coxilhas baixas. O antigo “Passo de Osório” ligava fazendas, charqueadas e pequenos povoados, ajudando a consolidar um traçado de caminhos que, mais tarde, daria origem às rodovias que hoje cortam o município.

O nome homenageia o general Manoel Luís Osório, figura chave nas guerras do Prata e na formação do Exército brasileiro. A escolha não foi mero ato formal: a imagem do militar corajoso, estrategista de fronteira, dialogava com um território marcado por disputas, vigilância de costa e defesa do extremo sul do país. Assim, a toponímia já aponta para uma vocação: Osório sempre esteve ligada a movimentos, fluxos e fronteiras.

Heranças luso-brasileiras, indígenas e açorianas

Embora o imaginário popular associe Osório às origens açorianas, o tecido histórico local é mais complexo. Antes da chegada dos colonizadores, grupos indígenas ocupavam a faixa dos lagos e banhados, explorando a pesca e a coleta, e deixando marcas na toponímia e nos caminhos naturais. Com os portugueses e luso-brasileiros, consolidam-se as grandes estâncias, que moldaram a paisagem rural com mangueiras, galpões de pedra e capelas dispersas no campo.

Já no litoral próximo, a cultura açoriana aparece em costumes como o uso intenso do pescado, festas religiosas voltadas a santos protetores dos navegantes e um jeito próprio de falar, com expressões que ainda ecoam nos mercados e feiras da região. Em Osório, esses fios históricos se entrelaçam: há quem tenha raiz campeira, ligada à lida do gado, e quem cresceu olhando para a lagoa e para o vento, com o pé quase dentro do mar.

Curiosidades que se escondem entre morros e ventos

Um dos traços mais singulares da história de Osório é a relação entre morros e tecnologia. Muito antes dos aerogeradores, os morros tinham função estratégica: eram pontos naturais de observação, usados para vigiar a costa e acompanhar o movimento de navios e tropas. Séculos depois, essas mesmas elevações se tornaram palco de antenas de comunicação e, por fim, do maior parque eólico em operação próximo a uma área urbana da América Latina, criando um elo inesperado entre passado militar e inovação energética.

Outra curiosidade é que a antiga Tramandaí, hoje município vizinho, já integrou o território osoriense, o que explica a forte ligação histórica entre porto, balneários e o núcleo urbano mais antigo. Documentos de época relatam o vai e vem de carretas carregadas de sal, couro e charque, abastecendo embarcações e feiras regionais. Assim, a própria configuração atual dos municípios do Litoral Norte só se entende quando se olha para essa trajetória compartilhada, na qual Osório desempenhou papel de pivô político e logístico.

O que fazer em Osório: turismo, natureza e experiências locais

Morros, mirantes e ventos que desenham a paisagem

Para quem chega a Osório pela BR-101 ou pela freeway, os morros são o primeiro cartão de visita. Uma das experiências mais marcantes é subir até o Morro da Borússia, por estrada asfaltada e bem sinalizada. Do mirante, o cenário abre em 360 graus: lagoas costeiras, campos úmidos, recortes da serra e, em dias limpos, até o brilho do mar. É um passeio curto, com estrutura de quiosques, restaurantes simples e pontos para estacionar com segurança, ideal para encaixar em um bate-volta.

O vento constante que move os aerogeradores não é só paisagem: rende boas fotos e ajuda a entender o papel da energia eólica no Litoral Norte. De vários pontos da cidade é possível observar as torres brancas alinhadas, compondo um visual futurista em contraste com o campo gaúcho. Para quem gosta de fotografia de paisagem, fim de tarde no alto do morro é um horário privilegiado, com pôr do sol refletindo nas lagoas.

Centro, lagoas e passeios tranquilos

No núcleo urbano, o passeio pode começar pela Praça das Carretas, área de convivência cercada por comércio, cafés e serviços. Ali, a rotina de quem vive em Osório aparece sem filtro: crianças brincando próximo às esculturas, senhoras caminhando ao entardecer e rodas de chimarrão espalhadas pelos bancos. Em poucas quadras, encontra-se farmácia, padaria, bancas de revistas e lojinhas com artigos típicos, o que facilita para quem está hospedado na região ou apenas de passagem.

Seguindo em direção às margens das lagoas, o ritmo muda. Em trechos como o entorno da Lagoa dos Barros e da Lagoa do Marcelino, o foco são atividades calmas: pesca amadora, observação de aves e caminhadas curtas em estradas de chão batido. Moradores costumam indicar horários de menor movimento de caminhões e explicar os melhores pontos para fotografar ou armar a cadeira de praia, mesmo estando longe do mar.

Experiências locais que fogem do óbvio

Para entrar no clima regional, vale procurar eventos de rodeio crioulo, feiras rurais ou apresentações de invernadas artísticas em CTGs locais. Essas programações nem sempre aparecem em grandes sites, mas costumam ser divulgadas em rádios comunitárias, redes sociais da prefeitura e cartazes espalhados pelo comércio. Quando há festa de padroeiro ou festival gastronômico, o centro ganha bancas de produtos coloniais, cucas, queijos, embutidos e muito doce de leite artesanal.

Outra forma de viver Osório como os moradores é aproveitar os fins de tarde em lancherias tradicionais, muitas delas ao longo da RS-030 e da BR-101. Caminhoneiros, surfistas a caminho das praias vizinhas e trabalhadores da região dividem o balcão e a conversa, sempre acompanhados de um xis bem servido ou de um pastel frito na hora. Entre um gole de refrigerante e outro de chimarrão, surgem as boas dicas de rotas alternativas, trilhas menos conhecidas e cantinhos à beira de lagoa que não aparecem em mapas turísticos.

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